sábado, 16 de maio de 2009

Poema

Os barcos que atravessam o horizonte
no mar sulcam o tempo.
As miragens que longe se confundem,
como as linhas que cosem momentos
as saudades que despertam
o amanhã
os sentimentos.

As vidas que, de mão dada,
se revelam ao amanhecer,
preenchem o céu de tons,
a pauta de sons,
e riscam os céus em vôos picados.

A paisagem que em ti encontro,
ao abrir a janela sobre o mar,
tem mais que a minha vista alcança,
tem vida, tem esperança,
tem o meu refúgio, tem o teu olhar.

2 comentários:

Christiana disse...

lindíssimo... quanta ternura!
adorei e tal como a música, tocou-me a alma :)

izzie disse...

Gosto da forma como deixas a esperança no ar... entrelaçada com a saudade :)

Beijinho,