segunda-feira, 15 de junho de 2009

Chuva na tarde

As estradas molhadas
de uma chuva que cai
na chuva que já caiu,
como as janelas do meu peito,
abertas de par em par
para o leito do rio.

A água que corre na berma vazia,
a criança que brinca
e me arranca um sorriso,
a alma que corre sem rumo de dia,
a certeza que és tudo
o que neste momento preciso.

Na noite sem estrelas,
nas curvas mais belas
do teu corpo despido,
sou chuva,
sou vento,
pássaro de fogo, alento,
menino crescido
que em ti se despiu.

Esta chuva não molha,
não me escurece o céu,
nos meus olhos não correm já lágrimas,
não se escondem já as almas.
Perdeu-se o navio, perdeu-se a vela,
já não há mão artista,
já não há tinta nem tela.

A chuva que cai do céu,
não és tu, sou eu...

9 comentários:

orkide@ disse...

Muito bonito!!

Bj

Menino do mar disse...

Orquídea:
Obrigado :)
Beijo

Bruxinha disse...

está lindíssimo :)
Jinhos

Paraguaya disse...

Impressionate como suas palavras me tocam.

Ah, ta la no blog a explicação da postagem de ontem... Que eu estava com esperanças de receber o dito SIM... Lembra... Olhe o resultado... MUITO TRISTE ESTOU.

Um hiper abraço... Se cuide.

lagrima disse...

Este teu poema é lindo, Menino do Mar!

E chuva..., chuva é benção em nós, vinda do Céu.

Amo chuva, também!

Beijo, Menino do Mar!

Daniel Silva (Lobinho) disse...

CLAP CLAP CLAP... ainda pensei que fosses colocar o nome do autor mas afinal nao é uma citação. Está soberbo. Lindíssimo...

beijinhos amigos

Menino do mar disse...

Lagrima:
Obrigado :)

Beijo

Daniel:
Obrigado Daniel... abraço

izzie disse...

Perfeito...
Nem consigo acrescentar nada.
Beijinho,

lagrima disse...

Vou dizer-te um segredo, menino.
Adoro este poema! Adoro!
Acho que vou levá-lo, assim posso ler quando me apetecer..., excuso de andar sempre aqui a chatear ;))
Que dizes, posso?!

Beijo :)))))