quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O invisível e o incontável


Serenamente,
avagando como que chegando ao porto,
como que temendo a partida.
Atraso o olhar,
arrasto o beijo,
abraçando-te sem medida.
É nas amarras que me perco,
é nas correntes que me coso.
É na incerteza que eu vejo,
o invisível e o incontável.
É nas palavras que me alongo,
me estendo, e me fermento em mosto,
em vinho no teu copo espremido,
à espera dos teus lábios
à espera do um sentido.

2 comentários:

Joel de Sousa Carvalho disse...

Olá a todos os que vão ler este comentário neste blogue ou noutro muito bom como este. Pois é, estou encantado com todos estes posts bem feitos, quase que desenhados. Pois, eu gostava de fazer igual, mas não consigo. O meu dilema agora é cozinhar… A vida é dura e obrigou-me a morar sozinho, e a cozinha não é de todo o meu local favorito. Mas estou a tentar conhecê-la, mas as aventuras têm sido imensas. Fiz um blog humilde para colocá-las em forma de crónica pouco extensas. Gostava muito que todos vocês o visitassem e se possível o seguissem. É que tentar cozinhar e depois não ser ajudado, é algo muita mau.
Cumprimentos a todos!

http://tenhosalfaltamecolher.blogspot.com/

OutrosEncantos disse...

Escuta...

... ouço o mar e escuto o poema
... é como uma canção
a canção de um mar ao aportar no seu porto seguro
ali se amarra ele próprio
só por isso mesmo
porque é alí que se sente seguro

divaguei, desculpa, é que não é comentavel o teu poema
tudo quanto é para lá de belo, não tem palavras que definam

Beijo.