domingo, 7 de março de 2010

Constatação


Os anos passam e sinto que cada vez faço menos ideia daquilo que realmente quero. Por outro lado, cada vez tenho mais certeza do que não quero.

terça-feira, 2 de março de 2010

Tentava eu...

... fazer uma inocente pesquisa no Google, quando me deparo com as seguintes sugestões de pesquisa:

(clicar par aumentar)


É interessante saber aquilo que as pessoas procuram quando tentam aprender a fazer algo.
Devem ter ficado esclarecidíssimos!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

BBC Vida Selvagem


Mais do que um hábito, tornou-se uma terapia.

Hoje foi sobre o comportamento animal colectivo. Fascinante...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Incondicionalmente



Quis a vida que o fizéssemos aos poucos, de quinze em quinze dias, e nas poucas férias que temos juntos, mas o tempo passa e a nossa relação vai ficando cada vez mais forte. A cumplicidade, o companheirismo, a compreensão, o amor, crescem e alimentam-se mutuamente.
De mim, para além do que já dei, dou os valores, aos poucos, como o biberão que tomavas quando ainda me cabias nos braços. Tu dás-me o sorriso, as partilhas. E tudo isto, sem pressas.
A vida flui e na tua tenra idade, já me compreendes nos silêncios que às vezes partilhamos. Eu, eu já te conheço, como a palma da mão. E tento ser o melhor pai do mundo, redescobrindo-me a cada dia que passa, a cada fim de semana que estamos juntos.
Quero mostrar-te o que já vi, o que isso me fez ser e o que, no meu pensar, deve ser a nossa passagem por este mundo. Tu, dás-me a mão e acompanhas-me, por vezes de mau grado, porque queres fazer sempre tudo ao teu jeito e, até nisso, somos tão parecidos... Mas sei , no fundo, que fica em ti muito do pouco que temos juntos.
Conta comigo para te aceitar como és. Sem juízos, sem prisões. Apenas umas regras aqui e ali para te encaminhar.
O resto, o resto fazes tu, debaixo do meu olhar e da mão que te ampara, até ao dia em que te sentires preparada para voar e em que eu serei o primeiro a sorrir.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Idade da Inocência

Não sei se não me recordo da minha infância por ela me ter passado ao lado ou se simplesmente esqueço algo que não quero recordar. A verdade é que esta é uma das únicas recordações de criança que me fazem sorrir e querer voltar atrás no tempo...


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Dunas nos lençóis


Vagueámos na poesia dos lençóis que morriam de saudades nossas e escrevemos versos nas dunas que a flanela forma num misto de planície e areal em que me perco insistentemente só.
Guardo-me nos passos que não dei.
E entrego-me quando já não sei quem sou, nem onde estou. Quando não me encontro no real e o sonho é uma cavalgada imparável.
Choveu nas dunas após o sôfrego sentimento.
Não estavas quando te tentei olhar.
Não esperaste que falasse. Que te dissesse que a nesta falésia escarpada, não há mais vento sem que me olhes. Não há mais prosa de gaivotas escrevinhada no céu rosa do entardecer.
Não me quiseste ouvir, porque sou um eco de ti, sou o pouco do que de nós resta.
Sou a tempestade que ao longe que se tenta fazer ouvir, mas que os gemidos perdidos nas dunas abafam ao repetir-se sempre que sonho.