segunda-feira, 31 de maio de 2010

Poema solto na tarde quente

A solidão
é a areia que se prende ao corpo que renasceu
nas praias onde o Verão se esquece
que o amor não é eterno.

A saudade é a linha traçada
de um poema incompleto,
derramada numa folha de árvore
arrependida em papel.

O segredo vive na esperança
desregrada, transpirante,
da dança esquecida
num céu cruzado de aves migrantes.

O véu que te encerra,
esvoaça ao vento
não tem rumo
não tem tempo.

4 comentários:

100 remos disse...

;)

Anna disse...

Gosto do entrecruzar dos sentimentos com esses pedaços puros da natureza...

Gosto de pensar que esse véu que esvoaça ao vento também acaricia o corpo escondido pela solidão e que os dois se fundam num só, criando uma nova história, um novo poema!

'Regresso' encantador, Menino!
;)

anaferro disse...

HUHUUUUUU! Foi continuar a festa que já se fez por este poema hehe

Como te disse, nada demasiado a não ser bonito!

Beijoca!

sakura disse...

Finalmente li o poema de que me tinhas falado, amor.
Está lindo, cheio de belas imagens, cheio de ti.
Que saudades de passar por este teu cantinho... Agora estou a matá-las todas :)

Amo-te muito.
Flor