quinta-feira, 14 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Shadow heals


Shadow heals,
as night falls.
And my soul is a river,
running, as the sea calls.
My arms shiver into the emptiness,
of your absent smile.

So I fly,
with the wind in my hands
and steal the stars of the dark blue sky.

Under the rising moon,
riding through your hair,
I climb over your lips
and sow the stolen stars in your eyes.

Melody Gardot - Baby I'm a Fool

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Se o teu olhar cantasse


Se o teu olhar cantasse,
que música serias quando o quarto se inunda de luz em frestas,
tímidas,
a acordarem os corpos exaustos de amar?

Seria a melodia da cotovia,
ou um canto grave, sofrido,
adormecido ao sabor do mar?

Seria espuma, vento,
ou um simples gemido dos teus dedos na minha pele?

Ao ritmo de uma cama a ranger,
sou uma estrofe no teu olhar,
e rimo-me no teu sorriso.

Quando te canto
e me aporto em teus braços
sou um poeta perdido,
uma pauta vazia em teu regaço.

sábado, 2 de julho de 2011

Espero-te na volta do amor

Espero-te na volta do amor,
quando a chuva parar
e o mar se cansar.

Espero-te enfeitiçado,
gritando contra as amarras.

Olho-te através de um vidro embaciado,
de um dia nublado,
em que partiste na incerteza, sem olhar.

Espero-te como um fruto na árvore,
que se findou na primavera.

E nesta espera, chega o verão,
e sonho acordado
a ilusão que um dia voltarás
e serás de novo a lua do meu céu estrelado.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Os meus pés


Os meus pés,
gritam num submerso silêncio,
e são vida sem história,
estrofe sem verso,
são o texto desalinhado na areia da praia.
São as paredes, são muralhas,
onde a chuva bate e escorre, sem deixar nada.

Os meus pés não sabem por onde vão,
nem para onde me levam.
Não nadam nem correm,
não ficam nem partem,
são o inconstante nascer da aurora,
perdidos no tempo,
sem horas.

Quem me dera ter do vento a liberdade,
e correr o mundo na ponta dos dedos,
quem me dera ser um pouco mais verdade
e aprender a verter, a pouco e pouco, os meus medos.