terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Nostalgia




"...Juste un regard pour comprendre
Que c'est dans tes yeux
Que j'me sens le mieux
Juste un sourire pour te dire
Que j'ai besoin de toi
Reste et regarde moi..."

Eternamente


Na música que me deixas,
procuro incessantemente um sinal teu.
Vais, sem nunca partir.
Ficas em todos os recantos,
até onde o vento se recusa a ir,
até onde o tempo espera que voltes.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

20 anos


Há 20 anos atrás, o mundo tornou-se um lugar melhor.
Obrigado Nelson Mandela, por nos ensinares como podemos ser livres através do perdão.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Poema inconsequente

Vago o vento
que na tarde chamou a chuva
e desenhou a teia de verdades
em mais um momento
só nosso.

No silêncio da viagem
dissemos tudo o que tínhamos por dizer.

Descobri...


...uma coisa muito gira no blog da minha "vezinha" A Gaja.


Ora espreitem AQUI.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Excerto

Quero falar-vos desta casa. A casa que fiz nascer com as mãos juntos a este mar que tem tanto de plácido como de selvagem.
Criei-a à minha medida,de janelas grandes, quase sempre abertas para que a luz, os sons e os cheiros da beira-mar se sintam convidados a entrar. São eles que quero sempre perto.
A minha casa é o meu coração. Entra o puro, o natural, o verdadeiro.
Carreguei estacas, pranchas de madeira. Usei incontáveis milhares de pregos e parafusos e, no dia em que coloquei a última telha, soube que era feliz, que não precisava de mais nada para os meus dias.
Daqui, vejo ao longe pescadores a recolherem as suas redes, ou então a fazerem lançamentos e esperarem que o peixe venha. Oiço o burburinho das gaivotas, as sirenes de navios ao largo, os aviões a aterrarem e a levantarem vôo de um aeroporto não muito longe. Levam almas e sonhos, deixam saudades e lágrimas.
Daqui, vejo o mundo, o meu mundo, e as pessoas que passam e olham curiosas este velho sentado na cadeira de baloiço no alpendre em frente ao mar, são também elas mundos e não sabem nem sonham que as sei só de olhar.
Uma vez por mês, no nosso dia, abro uma garrafa do nosso vinho, e não me sento na cadeira de baloiço. Espero o anoitecer, verto um pouco do néctar no copo de escanção e, aproximando o nariz da borda, inspiro profundamente, deixando todo o seu aroma entrar em mim e provocar-me as memórias que tento apagar. Deixo-o levar a melhor de mim e passar perante os meus olhos todos os momentos, todos os lugares onde estivemos, todos os sentimentos partilhados ao som das nossas vozes, ao toque dos nossos lábios, ao prazer de degustar este vinho, o nosso vinho.
Por vezes consigo ir até junto das ondas e olhar o teu reflexo prateado, enquanto alta no céu me recordas que estás longe, e que apenas te posso desejar.
Mais do que a madeira com que a construí, fiz estas paredes com o meu ser, com toda a bagagem emocional do que vivi, do que passei, do que sonhámos.
Era este o nosso sonho, e nem a tua partida me fez recuar.
Esta casa não é só minha, é nossa.

Excerto de um pequeno conto que estou a escrever e que vou tentar publicar em livro
(é esta a surpresa)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Nos próximos dois dias...

...estarei por aqui:
Trabalhar numa multinacional ainda tem as suas vantagens... ;)


PS: Prometo, no fim de semana, pôr as minhas leituras em dia e revelar-vos uma surpresa :)